Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Para saberem tudo Sobre o VINHO DA MADEIRA

História do Vinho Madeira

 

A Ilha da Madeira foi descoberta em 1419, tendo-se desde logo desbravado terras e ocupado solos com cultura de trigo, vinha e cana. A história do Vinho Madeira começa aqui e vai acompanhar ao longo dos séculos o desenvolvimento da própria ilha. Registos históricos demonstram que 25 anos após o início da colonização, as exportações de Vinho Madeira eram já uma realidade!

 

Mais de cinco séculos de existência, permitem contar uma história de internacionalização que passa pelas mais diversificadas rotas de exportação, consoante as conjunturas internacionais, em que, a par das exportações para Europa, o grande destaque vai para as rotas com destino às Índias e Américas, entre os sécs XVI e XVIII, que no último caso se mantêm até aos nossos dias.  A fama e prestígio deste Vinho, podem ainda ser atestados por inúmeros episódios, entre os quais, a celebração da independência dos Estados Unidos, em 1776, que foi comemorada com um brinde de Vinho Madeira!

 

Ao longo dos séculos os processos de produção vão-se alterando e aperfeiçoando. No século XVIII é introduzido o método de envelhecimento conhecido por estufagem, que irá caracterizar definitivamente o Vinho Madeira, até aos nossos dias.

 

Muitas foram as personalidades, estadistas e personagens míticas que se deixaram deslumbrar por este Vinho, de que são exemplos, emblemáticos, George Washington e Thomas Jefferson, que eram profundos conhecedores de Vinho Madeira ou Winston Churchil que nas suas visitas à ilha teve oportunidade de o conhecer e apreciar. Mas são também conhecidas as referências ao Vinho Madeira em obras literárias tais como as de Sheakpeare.

 

O Vinho Madeira nasce para o mundo e a sua história é marcada pela sua passagem nas mais variadas partes do globo, onde continua a ser admirado e reconhecido.

 

Região Vitivinícola

 

A área total da ilha da Madeira é de 732 Km2 e a extensão da Região Vitícola é de cerca de 400 hectares. Trata-se de uma paisagem única e caracterizada pela orografia acidentada do relevo. As condições particulares do solo de origem vulcânica, na sua maioria basálticos, e a proximidade ao mar, associadas às condições climatéricas, em que os verões são quentes e húmidos e os Invernos amenos, conferem ao vinho características únicas e singulares.


Os terrenos agrícolas caracterizam-se por declives muito acentuados, que regra geral se encontram sob a forma de socalcos, designados por poios.

 

A água de rega na Madeira é captada nas zonas altas da ilha é conduzida através de canais denominados de “levadas” que integram um impressionante sistema de 2150Km canais.
O sistema de condução mais tradicional é o da “latada” (pérgola), no qual as vinhas são conduzidas horizontalmente. O século XX trouxe a introdução do sistema de condução em espaldeira, que, no entanto, só pode ser utilizado em terrenos com declives menos acentuados.

 

Entre meados de Agosto até meados de Outubro, processa-se a vindima num ritual majestoso, durante o qual há uma incrível concentração de esforços, uma vez que a orografia acidentada e o sistema de minifúndio, dificulta todo o processo de vindima, que ainda hoje é totalmente manual.

 

Castas

Actualmente as variedades de castas mais utilizadas na produção de vinho Madeira são: Sercial, Verdelho, Boal, Malvasia e Tinta Negra. No entanto, existem outras castas recomendadas e autorizadas.
Tinta Negra Sercial Verdelho Boal Malvasia
Tinta Negra Sercial Verdelho Boal Malvasia

 

Processo de vinificação

Nas Adegas, é feita uma triagem das uvas para avaliação do estado sanitário. Após serem pesadas e verifi­ca­do o grau alcoólico provável pelo refractómetro (instrumento de medição do teor em açúcar da uva) é feita a selecção do tipo de uvas, de acordo com o tipo de vinho que se pretende obter. A partir daqui, dá-se início ao delicado processo de transformação. O mosto resultante da prensagem é sujeito a uma fer­men­tação, que pode ser parcial ou total, e posterior fortificação.
O processo de fortificação consiste na paragem da fermentação com a adição de álcool vínico a 96% vol. A escolha do momento da interrupção da fermentação faz-se de acordo com o grau de doçura pretendido para o vinho, podendo-se, com este procedimento, obter quatro tipos de vinho: o seco, o meio-seco, o meio-doce e o doce.
Findo este processo, os vinhos podem ser submetidos a um dos dois processos de envelhecimento: “Estufagem” ou “Canteiro”.

 

 

 

Processo de Vinificação

 

Envelhecimento

Os processos de envelhecimento utilizados para o Vinho Madeira são a «Estufagem» ou o «Canteiro».

«Estufagem»

O vinho é colocado em estufas de aço inox, aquecidas por um sistema de serpentina, por onde circula água quente, por um período nunca inferior a 3 meses, a uma temperatura entre os 45 e 50 graus Celsius. Concluída a «estufagem», o vinho é sujeito a um período de «estágio» de pelo menos 90 dias à temperatura ambiente. A partir deste momento pode permanecer em inox, ou ser colocado em cascos de madeira, até reunir as condições que permitem ao enólogo fazer o acabamento do vinho, para que possa ser colocado em garrafa, com a garantia de qualidade necessária. No entanto, estes vinhos nunca podem ser engarrafados e comercializados antes de 31 de Outubro do segundo ano seguinte à vindima. São vinhos maioritariamente de lote.

«Canteiro»

Os vinhos seleccionados para estágio em «Canteiro» (esta denominação provém do facto de se colocar as pipas sob suportes de traves de madeira, denominadas de canteiros) são envelhecidos em cascos, normalmente nos pisos mais elevados dos armazéns onde as temperaturas são mais elevadas, pelo período mínimo de 2 anos. Trata-se de um envelhecimento oxidativo em casco, desenvolvendo os vinhos, características únicas de aromas intensos e complexos. Os vinhos de canteiro só poderão ser comercializados, decorridos pelo menos 3 anos, contados a partir de 1 de Janeiro do ano seguinte ao da vindima.

Tipos de Vinho Madeira

O Vinho da Madeira contempla um conjunto de designações que permitem a identificação dos seus diferentes tipos:

Ano de colheita e Indicação de idade

 

Indicação da idade

Ano de colheita

Seleccionado Rainwater 5 anos 10 anos 15 anos 20 anos 30 anos Mais de 40 anos Solera Colheita Vintage
Seleccionado Rainwater 5 anos 10 anos 15 anos 20 anos 30 anos Mais de 40 anos Solera Colheita Vintage

Processo de produção

 

Canteiro

Menção reservada para o vinho alcoolizado, durante ou logo após a fermentação, sendo a seguir armazenado em cascos onde envelhece durante um período mínimo de 2 anos, devendo constar de conta corrente específica e não podendo ser engarrafado com menos de 3 anos nem ser sujeito ao processo de produção de estufagem

 

Grau de doçura

Grau de doçura

Extra Seco Seco Meio Seco Meio Doce Doce
Extra Seco Seco Meio Seco Meio Doce Doce

 

Limite do teor de açúcares totais no Vinho Madeira

 

Tipo de vinho Açúcares totais (mínimo)
(g/L)
Açúcares totais (máximo)
(g/L)
Extra Seco Não existe 49,1
Seco 49,1 64,8
Meio Seco 64,8 80,4
Meio Doce 80,4 96,1
Doce 96,1 Não existe

 

 

Cor

 

Cor

Muito Pálido Pálido Dourado Meio Escuro Escuro
Muito Pálido Pálido Dourado Meio Escuro Escuro

 

 

Estrutura

Estrutura

Leve Encorpado Fino Macio Aveludado Amadurecido

 

 

BardoChefe

 

 


Postado por bardochefe às 22:34
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FOTOS Pop up Bares

 

 

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Postado por bardochefe às 21:59
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

A moda dos POP-Up's

Olá a todos, quero-vos deixar uma nova tendência que nos poderá ajudar a todos a fazer mais dinheiro nesta fantástica industria dos BARES.

 

Sabemos todos que a moda de um determinado Bar termina depressa, pelo menos, na grande maioria dos Bares.

 

Agora pensem como um Grupo de Jovens ganhou em 2 anos mais dinheiro do que se tivessem apenas ficado a Gerir o seu bar no Algarve.

 

 

Criaram os Bares Pop Up.

 

Isto é, bares que tão depressa aparecem com o desaparecem....

 

 

Estes Jovens aliaram-se a algumas das melhores marcas de bebidas com reconhecimento mundial e fizeram-se à estrada.

 

 

Estes bares são totalmente desmontáveis, modernos e muito práticos do ponto de vista da operação e acima de tudo praticamente ficama  custo 0.00€.

 

 

Bares pop-up são bares que surgem do nada, por apenas alguns meses, semanas ou dias especialmente associados a climas quentes, geralmente com instalações fáceis de desmontar, e desaparecem tão rápido quanto apareceram.

Isso tudo antes que os os clientes que os usam se cansem e os abandonem como fazem com muitos outros bares.

 

Selecionei aqui para você alguns dos bares pop-up mais conhecidos de Londres e que facilmente associarão a outros do género em Portugal deste verão, para que conheçam e fiquem a conhecer a esta nova moda

 

 

O Frank’s Campari Bar, por exemplo, foi montado por alguns estudantes de arquitetura na cobertura de um prédio garagem desativado no bairro de Peckham. O bar ficar aberto de quinta a domingo, durante os meses de julho, agosto e setembro e serve apenas Cocktails feitos com Campari, além de cerveja e alguns petiscos como gazpacho (1.50 libras) e carneiro grelhado (5 libras). O preço das bebidas também não desaponta: os Cocktails custam desde 3.50 libras.

 

A estrutura do bar é super simples, feita de madeira e com uma tela para proteger os visitantes das forças da natureza. A maioria prefere, no entanto, beber as suas bebidas enquanto aprecia a bela vista que se tem de Londres lá de cima (o bar fica no 10º andar).

 

 

 

Já o Bombay Sapphire Dusk Bar, que fica próximo ao Rio Tâmisa, no majestoso palácio Somerset House, é um pouco mais formal que o Frank’s.

Lá, os Barman usam smoocking, e a decoração é assinada pelo famoso designer de interiores Tom Dixon, é bastante interessante, com painéis azul e prata, o que remete a uma garrafa do gin Bombay Sapphire, que é a marca que patrocina o lugar.

Lá poderá encontrar uma enorme seleção de cocktails, além de uma extensa carta de vinhos, um flute de prosecco custa 5.95 libras.

 

 

Na área de Covent Garden, podemos encontrar o Opera Quarter Bar, que fica aberto também de julho a setembro e tem uma proposta um tanto diferente dos outros dois bares mencionados antes, já que está instalado numa casa antiga de três andares e é mais “musical” que os outros bares pop-up.

 

 

Atenção estes bares podem já não existir :)

 

Mas pensem nisto para o Verão no Algarve - para o Inverno no Porto e para a Primavera em Lisboa....

O mesmo bar pode funcionar em locais diferentes, em épocas diferentes e sempre com a sensação de novidade....

 

 

Amanhã deixo-vos fotos destes Bares.

 

 

BardoChefe

 



Postado por bardochefe às 18:31
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